
Em "O Artista da Morte" é-nos apresentado Gabriel Allon, ex-funcionário dos serviços secretos iraelitas, que após ter sofrido uma tragédia pessoal, se retira, e se dedica ao restauro de obras de arte, actividade que já desenvolvia e aperfeiçoou no seu "emprego" e que lhe servia de cobertura para as suas missões.
A verdade é que provavelmente nunca ninguém se reforma verdadeiramente dos serviços secretos, e o homem que há tantos anos recrutou Gabriel, volta a pedir a sua ajuda, para uma missão que, acredita, só ele poderá levar a cabo com sucesso.
"Shamrom deixara para trás um dossiê (...) Leu-o uma vez rapidamente, a seguir serviu-se de mais café e voltou a lê-lo, mais devagar. Tinha a estranha sensação de estar a atravessar os quartos da sua infância - tudo era familiar mas ligeiramente diferente, um pouco mais pequeno do que se recordava, talvez um pouco mais esfarrapado. Como sempre, ficou surpreendido com as semelhanças entre a arte de restauro e a arte de matar. A metodologia era precisamente a mesma: estudar o alvo tornar-se como ele, fazer o trabalho, desaparecer sem deixar rasto. Podia ter estado a ler um texto erudito acerca de Francesco Vecellio em vez de um dossiê do Departamento sobre um terrorista chamado Yusef al-Tawfiki."
Esta é mais uma fantástica aventura no mundo da espionagem e da manipulação, onde somos levados a conhecer Gabriel com alguma profundidade... como restaurador de arte (o que sempre me fascina imenso), como assassino, como pessoa.
Mais uma aventura soberba no mundo da espionagem e da manipulação, de Daniel Silva.