sábado, junho 11, 2016

Por vezes acontece...

Por vezes acontece arrepiar-me com uma boa descrição, num livro que esteja a ler... Quando sei que de alguma forma foi real, toca-me ainda mais profundamente.

E por vezes acontece em livros de autores que até escrevem com alguma ligeireza, passo a expressão, e utilizam o humor frequentemente. O que me deixa também agradavelmente surpreendida.

Foi o caso do seguinte excerto, retirado do "Fogo Mortal" de Nelson Demille:

"Durante meses, depois do 11 de Setembro, assisti a velórios, funerais, missas e cerimónias memoriais, de dia e de noite, por vezes três no mesmo dia. Toda a gente que eu conhecia tinha a mesma agenda insana e atordoante. À medida que as semanas iam passando, cruzava-me com as mesmas pessoas nas casas funerárias, nas igrejas, nas sinagogas e nos cemitérios. E todos olhávamos simplesmente uns para os outros com uns olhos sem expressão. O choque e o trauma estavam frescos, mas os funerais começavam a fundir-se uns nos outros e a única diferença era a família enlutada, que nunca era igual à anterior, e a seguir os viúvos e os filhos apareciam no funeral de outro polícia qualquer para prestar as suas homenagens, tornando-se parte era multidão dos pesarosos. Tinha sido uma época angustiante e surreal, meses negros com caixões negros e mortalhas negras, e fumos negros sobre os dis- tintivos brilhantes, e manhãs negras depois de uma noite a beber demasiado. Ainda me lembro do som das gaitas de foles, da saudação final e do caixão... na maioria das vezes contendo apenas um bocado do corpo a ser baixado para a sepultura."

Sim... acontecem imensas atrocidades demasiado frequentemente, de tal forma que acabamos por ficar um pouco "imunes", e com a falsa sensação de segurança que nos traz o facto de não ter sido perto de nós... (...longe da vista...), mas por alguma razão o 11 de Setembro continua a tocar num ponto sensivel cá dentro.

quarta-feira, julho 01, 2015

Julho vai ser um bom mês...

Ou não comecasse hoje o Curso Intensivo de Dança Clássica na APAM :)


sexta-feira, abril 24, 2015

Hoje seria dia de o Denis...

...o meu nurinhas, coxa-mai-linda, olhos-mais-doces-que-o-mel, tomar banho... :(


quinta-feira, abril 23, 2015

Gelatina...

Também continuo na minha saga das sobremesas... ao sábado é sagrado levar para casa dos meus pais, ou o meu pai - e as suas papilas gustativas - não me perdoariam (a esmagadora maioria das vezes tenho é que prepará-la na véspera, porque a Mafi tem aula de ballet ao sábado de manhã, e por isso já não dá para fazer mais nadinha).

Descobri este vídeo há uns anos, e graças a ele, sobremesas que envolvam gelatina, nunca mais me correram mal :)

Partilho aqui a dica, pois poderá ser útil a mais alguém!!

Cá vamos...

A vida por estes lados vai andando... eu continuo tristonha, com a falta do Denis, o meu eterno cãopanheiro.

Quando entro na cozinha, e venho duas gotas de água no chão, nas primeiras fracções de segundo penso que "o Denis esteve a beber água", mas logo me lembro que o meu pimentinha preta já não está entre nós... :(

Noutro "campo" da vida familiar, a piquena - agora com 8 anos (!) - sofreu uma fractura elástica há cerca de 4 semanas, teve que colocar gesso, e apesar de na altura ter ficado em êxtase ("tenho gesso! tenho gesso!!), agora já não está a achar piada nenhuma, mas amanhã - a correr tudo bem - irá finalmente tirar o malfadado!

Pela minha parte, a grande novidade é que há 2 anos atrás retomei uma das minhas actividades de sonho: o ballet!

Primeiro frequentei durante 1 ano e meio, aulas de Ballet Adultos, aos finais das tardes de sábado, na Culturdança. Foi uma verdadeira maravilha! As saudades que eu tinha, e nem dava por isso... é sem dúvida O meu exercício preferido! Ajudou-me a voltar com o peso ao sítio, e o bem que me fez - e continua a fazer, à mente! ...É simplesmente incrível!! (...e nesta ultima semana, tem-me ajudado imensamente, a superar a dor pela perda do meu Shuminho <)

Em Dezembro de 2014 deixei a Culturdança - a muito custo, porque adorava as minhas companheiras e a professora - e optei por fazer aulas de Ballet Adultos um pouco mais desafiantes, na APAM (Associação para a Arte e Movimento), desta vez à 3ª e 5ª feiras à noite. Em Março passado foi a festa anual da APAM, e houve um espectáculo lindo na Junta de Freguesia de Paranhos: "O Feiticeiro de Oz". No dia da mãe, 3 de Maio, iremos dançar uma versão adaptada do espectáculo - que se chamará apenas "Era uma vez...", na gala de finalistas do Festival Dança Viana, na Exponor, evento criado e organizado pela Margarida Martins - dona e professora da APAM.


...quem me acompanha nestas aventuras do Ballet desde Fevereiro de 2013, apesar de menos amiúde até há 2 semanas atrás, é a minha sobrinha / sis Xufia (aqui na foto, em 1987, hehe). Foi bom voltarmos a estar próximas!

segunda-feira, abril 20, 2015

Ao meu Cãopanheiro...

Obrigada Denis.

Por estes quase 14 anos, cheios de energia, alegria, cãopanheirismo, amizade e amor incondicional.

Faz hoje uma semana que te levámos pela última vez ao veterinário... já sabia que não ías voltar, mas isso não tornou as coisas mais fáceis.

Senti que te traí, principalmente depois de ver a felicidade com que saíste de casa ao final da tarde... mal imaginavas o que iria acontecer.

Sinto um nó na garganta... quero vomitar... quero dormir, e acordar só quando estas sensações passarem, ou quando estiveres de novo ao pé de mim.

Quero ligar para a clínica, e dizer que afinal te vou buscar daqui a pouco.

Mas eu sei que não estás lá.

O meu coração é que ainda não se habituou. Nem a minha mente, que por vezes ainda ouve as tuas patinhas, ou o teu ressonar... ou o meu corpo que ainda tem o cuidado de verificar se a porta da cozinha ficou fechada, ou a porta do corredor...

És agora uma estrelinha, a olhar por nós.

Mas eu queria mesmo era que ainda estivesses aqui.

Sempre disse que gostava de estar sozinha. Mas a realidade, é que eu nunca estive sozinha. Tu estavas sempre lá. Nas noites de trabalho. Nas tardes de sorna a ver televisão ou a ler um livro. Na gravidez da Mafalda, às 4 e 5 da manhã - em que eu cheia de dores só estava bem a andar à volta da mesa de jantar, e tu sem arredar pé, sentado a olhar para mim, com esses olhos de mel, e esse coração enorme...

Agora é que estou verdadeiramente sozinha... deixei-te ir. Mas a verdade, é que não era justo eu manter-te comigo, quando já tanto te custava andar, e tantos trambolhões davas... quando já nem três escadinhas conseguias descer... quando não conseguias andar direito na rua, e eu tinha que suportar o teu peso com o teu peitoral "à força-tarefa"... quando já te molhavas sozinho todos os dias... quando urinavas bocadinhos de sangue... quando tanto te custava aguentares-te de pé durante o banho - e na secagem então já nem tentavas... quando na meia luz da garagem ficavas pregado ao chão cheio de medo, porque não vias absolutamente nada.

Eu deixei-te ir, porque ao teu jeito, me vinhas avisando que estava na tua hora. Mas eu não queria.

Amo-te muito meu patudinho, agora e sempre <3 

segunda-feira, julho 07, 2014

Porque hoje é 2ª feira... :)


terça-feira, maio 13, 2014

Cá em casa passámos por uma brevíssima paixoneta pela Dolce Gusto.

Coisas do H. (não é costume, mas é verdade!). O certo é que quando foi necessário comprar uma máquina de café, ele lá me convenceu com a Dolce Gusto... e como eu não bebo café, o argumento vencedor foi o de que "também tira chocolate quente".

Ora gulosa como sou, fiquei logo desarmada.

E justiça seja feita, o Chococcino é simplesmente delicioso.

MAS... caríssimo.

Uma caixa custa cerca de 5.25 Euros e contém 16 cápsulas. O problema é que o Chococcino é uma combinação de chocolate com leite, ou seja a caixa tem 8 cápsulas de chocolate, e 8 de leite. Apesar de ser um luxo, eu só tenho por hábito beber o meu chocolate ao Domingo. E o leite ao mesmo preço do chocolate, estava cá a fazer-me umas comichões danadas.

A verdade é que o H. uns 2 meses depois da aquisição da máquina (se tanto), já estava farto da brincadeira. Nunca foi grande fã do Nescafé, e queixava-se que o café sabia-lhe todo a instantâneo.

Foi necessário comprar uma máquina de café "normal", para voltar ao "velhinho" Sical de saco (é que apesar de terem aparecido umas capsulas "Sical" da Dolce Gusto, diz o H. que não é a mesma coisa que colocar o pó no manipulo, e tirar o cafézinho).

...e foi assim que a Dolce Gusto ficou encostada. Saía do armário ao Domingo, para fazer o meu chocolate quente, e logo voltava a ser arrumada.

Até que acabado o Chococcino, desisti. Colocámos a máquina a vender no Custo Justo e no OLX, e aguardamos agora que uma alma caridosa a compre, por uns míseros 40 Euros (custou 130, tem muito pouco uso, e ainda tem 14 meses de garantia). Parece é que não há quem a queira.

Enfim, adiante.

Ultrapassado que estava o Chococcino, numa ida ao hiper, toca de desencantar um bom chocolate de substituição, para o pequeno almoço de Domingo. Procurei o meu amado e velhinho Drinking Chocolate Cadburys, e com muita tristeza não o encontrei... e a oferta era quase nula. Nesquiks e essas coisas não queria, eu queria um chocolate em pó À SÉRIA.



E o que salvou a honra do convento foi o Cankao, da Canderel. Muito desconfiada estava eu... até o provar. OH MY GOD!!... que D-E-L-Í-C-I-A!!!

O preço é um pouco mais baixo do que o das cápsulas, mas dá para MUITOS mais Domingos. Super concentrado (1 colher de chá de chocolate basta para uma chávena), tem um mínimo de 50% de cacau, E também tem menos 50% de calorias. Ora, junta-se o útil ao agradável!!

...ainda falta muito para Domingo?? :)