sexta-feira, setembro 07, 2018

Citação

“- Não acredito que acabei de dizer isto - disse Jon - A Ragnhild está morta e eu só penso em salvar a minha própria pele.
Jon tinha lágrimas nos olhos. E num momento de vulnerabilidade, Harry não pode deixar de sentir outra coisa senão compaixão. Não a mesma compaixão que sentia pelas vítimas ou pelos parentes mais próximos destas, mas por aquelas pessoas que, num momento dilacerante, reconhecem a sua própria miserável humanidade”
In O Redentor, de  Jo Nesbo

quinta-feira, agosto 02, 2018

Coleccionar a 3

Há uns tempos que volta e meia o meu olhar era atraído para uns bonecos tão catitas, bem cabeçudinhos... a Mafalda também os namorava, vai daí devidimos começar uma coleção a três, de Funko Pops, com a condição de os bonecos poderem estar no quarto da piolha.

Descobrimos no Porto o Porto Geek Center, que tem a loja online pop-addiction.com, e foi a nossa primeira visita. Viemos de lá com 3 piquenos para iniciar a colecção.

Esta ainda vai “piquena”, mas o facto de aos 8 bonecos, as caixas estarem todas empilhadas “a chamar” por um acidente, levou-nos a pensar numa forma de arrumar os piquenos, e ter já espaços para mais alguns num futuro próximo. Depois de fazer pesquisas, e de muito babar sobre fotos no Pinterest, devidimos optar por uma estante Besta do Ikea. O problema é que as portas que mais gostamos, as Tombo, já não são produzidas.... vai daí, após uma pesquisa no Olx (o Ebay nacional), encontrei um par delas, e estava decidido. Depois de uma visita ao IKEA, e de umas horas a montar as ditas cujas, e depois a decidir o melhor local para elas, o H. meteu mãos à obra, e *plim* fez-se magia.

Os Funko Pop já estão são e salvos numa vitrine, e a coleção - que entretanto cresceu para 9, vai poder crescer até aos 36 bonecos. Chegados aí, combinámos parar (...se eu conseguir, o que é outra conversa...).

Entretanto lá vou namorando uns piquenos no Olx, e no Ebay, porque como chegámos “tarde à festa”, alguns personagens dos que mais gosto, são um pouco dificeis de encontrar..






domingo, julho 29, 2018

Jørn Lier Horst

Comecei a ler no passado dia 7 o primeiro livro de Jørn Lier Horst a ser publicado entre nós “Fechada para o Inverno”, leitura essa entretando finalizada, sendo “engatei” no segundo título publicado, “Cães de Caça”.


Infelizmente, como muito acontece por cá, as editoras optam por pegar numa série a “meio” - “Fechada para o Inverno” é o sétimo livro da série, e “Cães de Caça” o oitavo. 


Na primeira leitura achei as personagens principais relativamente interessantes, mas fiquei com a sensação de ter caído  no meio de algo, o que não me permitiu uma sintonia completa, apesar das notas introdutórias ao livro que a editora acrescentou - e que apesar de tudo acabam por ser bem vindas.


Quanto ao livro propriamente dito, é interessante, achei algumas partes demasiado óbvias (a identidade do informador, a causa da morte dos pássaros). Apenas a revelação final - no fundo a revelação da identidade do perpetrador do crime que “abriu” este livro, conseguiu ser um pouco menos óbvia. 


De qualquer forma, é um livro que se lê bem, a investigação é metódica, e o personagem principal e a sua filha têm algum interesse, e como livro policial acaba por estar bem conseguido sem ser brilhante. 


Fiquei com vontade de continuar a seguir o autor, pelo que tive o privilégio de poder pegar de seguida no livro seguinte da série.


“Cães de Caça”, achei substancialmente melhor do que “Fechada para o Inverno”. Mais dinâmico, um pouco menos previsível. Na linha do livro anterior, mantém-se muitíssimo interessante nos aspectos metodológicos da resolução de um crime. 


Irei começar a ler “O Homem das Cavernas” o mais rapidamente possível, gosto cada vez mais da construção dos personagens Wisting e Line. 


Continuo com imensa pena que ainda não tenham publicado em português os livros do início desta série - espero no entanto que ainda o venham a fazer!!




sábado, julho 28, 2018

Porque é que os filhos crescem?...

...a casa fica vazia, e é estranho saber que a Mafalda não está no quarto ao lado, quando do alto dos seus 11 anos (já) dorme fora de casa...

Coisas de mãe-galinha *suspiro*

sexta-feira, julho 06, 2018

The Americans

...hoje acabámos de ver “The Americans”, uma série que achei absolutamente sublime, que adorei assistir.

A história girou nos aureos anos 80, ao longo das suas 6 temporadas, em volta de um casal de russos, a viver infiltrados há pelo menos quase 2 décadas, como uma normal família suburbana americana, em plena Washington D.C.. Um casal com 2 filhos que nada sabem acerca da sua vida dupla, e que leva a cabo várias missões de espionagem ao mesmo tempo que convive com o mais recente vizinho - e em breve um grande amigo, agente do FBI. Numa altura em que não existem telemóveis, nem internet, e que mesmo assim, tão empolgante foi.

No final, que sabíamos não agourar nada de bom, ambos acabam “apertados” e são obrigados a fugir para o seu país, uma casa que não vêm há anos, e que muito provavelmente já não conhecem - a União Soviética - deixando para trás (na ignorância) o filho mais novo, e sendo abandonados à ultima da hora pela filha mais velha - entretanto a par da verdadeira identidade dos pais - e tendo acabado por conseguir aceitar isso, ao longo das ultimas 3 temporadas.

Adeus Philip e Elizabeth Jennings. Obrigada por todas as noites emocionantes, os disfarces fenomenais, convincentes e hilariantemente bem feitos, e as reviravoltas inesperadas. 

Foi com certeza, uma das séries que mais adorei ver, que nos leva a adorar, a perceber um pouco, e a torcer pelos “vilões”.






Balletholic

Estes têm sido dias de muito ballet. Para além do espectáculo de fim de ano da escola onde eu e a Mafalda andamos, tenho tido imensas aulas “extra” no curso de verão que estou a frequentar.

Tem sido ballet, ballet, ballet, até mais não!

Hoje eu e a Mafalda tivemos ensaio geral (eu de ballet adultos, ela de street dance kids), com marcações de palco. Assistiu com imensa atenção à minha dança, e no fim presenteou-me com um “danças mesmo tão bem mãe!”. E o meu coração, ali, explodiu. ❤️




sexta-feira, junho 22, 2018

Divagações...

São quase 2 da manhã. Quando as férias da Mafalda começam, posso dar-me ao luxo de reajustar os meus horarios, e como de manhã posso dormir mais um pouco, à noite consigo um pouco de tempo para me dedicar a uma das minhas paixões: a leitura.

A temperatura do ar está quente, a ventoínha ligada no modo “silêncio”, e sobre as pernas - enquanto escrevo este post - está pousado “O caçador” da dupla Lars Kepler - que me tem deliciado nos ultimos dias.

A porta da varanda está aberta, os mosquitos ficam do lado de fora graças à rede mosquiteiro que o H. instalou no ano passado - não que haja mosquitos no ar, provavelmente com a chuva têm outras coisas que fazer... ouço a chuva a cair lá fora, e troveja imenso... como aliás vem acontecendo desde ontem, e que segundo a app meteorológica que sigo, assim continuará nos próximos dias - colocando os festejos de S. João - e a praia que a Mafalda deveria começar na próxima 2ª feira - em risco.

Estamos um pouco para lá de meados de Junho, e não consigo deixar de matutar nesta estranhesa de tempo, em que nada é garantido, e em que temos presenciado autênticos extremos em curtíssimos espaços de tempo. Sinto-me como o sapo, dentro da panela, a cozer aos poucos sem dar por nada. Todos sabemos o que aconteceu ao sapo...

Para onde caminhamos por este andar? ...é o que penso. 




domingo, junho 03, 2018

Dia da criança...

Este primeiro dia da criança da Mafalda, desde que passou para o 2º ciclo, teve algumas diferenças em relação aos anteriores... estando numa escola completamente nova (para ela), e já não sendo uma escola de crianças tão pequenas, o dia deixa de ser assinalado com dispensa de aulas e brincadeira non stop... de facto, ela teve inclusive duas provas nesse dia, se bem que a honra do convento acabou por ser um pouco salva pela aula de Educação Física, que foi uma aula de Zumba, o que sempre lhe terá proporcionado um pouco de diversão!

Vai daí, a mãe e o pai resolveram fazer uma singela surpresa à piquena, e levámo-la a almoçar pizza na Império (na baixa do Porto, onde tem uma massa de pizza absolutamente deliciosa, e onde o preço é simpático o suficiente para podermos proporcionar surpresas destas de quando em vez - não sendo de todo um spot de turistas, nem gourmet nem nada dessas coisas).

Para rematar o almoço, demos um saltinho à Nut’Porto em Santa Catarina, onde acabámos de nos empaturrar, com uns deliciosos “churros”.

Foi um dia da criança diferente, mas que a deixou com o habitual sorriso-que-tudo-ilumina, no rosto! ❤️




Casa de Espiões - Daniel Silva

Talvez porque o ultimo livro que tinha lido de Daniel Silva - e do seu fabuloso protagonista Gabriel Allon - já ter sido em 2015 (O Assalto), o certo é que Casa de Espiões caiu-me que nem ginjas!

Não sei se devido a este hiato entre leituras - e gostando de todos os seus livros sem excepção, a verdade é que este Casa de Espiões pareceu-me um pouco melhor... um livro em que a fórmula de sucesso do autor não terá sido seguida tão à letra talvez (o livro também é um pouquinho mais volumoso que os anteriores, o que nem por isso diminuino ritmo da leitura, diga-se de passagem...)

A verdade é que a quantidade de personagens que já fazem parte destes livros é absolutamente impressionante, apesar de muitos dos nomes familiares já só entrarem numa pequeníssima parte da narrativa - comparativamente a outros títulos anteriores (Insherwood, Chiara, Shamron, Uzi), estas leituras deixam-me sempre com a sensação de voltar a um porto seguro, e é por isso que possuo todos os livros do autor, e deles não me desfaço. São um clássico na estante cá de casa!

Numa outra nota, apesar de em 2017, o gigante MGM ter adquirido os direitos para converter estes livros em série televisiva, a verdade é que não voltou a haver notícias acerca do assunto, o que se por um lado me deixa um pouco triste, por outro lado - pelo menos para já - não deixa de ser um alívio... é que a fasquia definida pelos livros é bastante elevada, e infelizmente como bem se sabe, por vezes as adaptações feitas para o grande ecrã, acabam por ficar um pouco aquém das expectativas...

...se bem que consigo imaginar o Jim Caviezel a fazer as vezes de Gabriel Allon, o que abonaria sempre a favor da série 😂😜




Suburbicon

Acabei de ver - finalmente - Suburbicon

Escrito pelos irmãos Coen há vários anos, e “rescuscitado” em 2017, dirigido por George Clooney (o ultimo que tinha visto dirigido por ele tinha sido O Americano de 2010 - que de resto também gostei bastante), e com Matt Damon e Juliane Moore no elenco - pare referir apenas os nomes mais sonantes...

Adorei o filme. 

Absolutamente Hitchockiano, com aquele humor negro, e reviravoltas deliciosas. 

Há muito que não via um filme assim! Nota 5 de 5, na minha opinião ⭐️